A Crocs tinha um crocodilo nos calçados havia anos. Até que resolveu dar a ele um crachá.

Niles chegou para trabalhar na sede da marca, conviver com a equipe e descobrir a vida no escritório. A Crocs colocou funcionários reais nessa história e desenvolveu o personagem com gostos, pequenas manias e um jeito próprio de reagir.

O papel de novo colega oferece situações que muita gente conhece. No vídeo abaixo, a brincadeira gira em torno de ser interrompido enquanto se está de fones. O crocodilo entra em um incômodo comum do expediente.

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O humor aparece no jeito de Niles reagir à rotina. Vídeo: @nilesthecroc.

Esse cotidiano dá espaço para a personalidade aparecer. O humor está nas reações, na convivência e no modo como Niles ocupa o ambiente. Cada situação acrescenta alguma coisa ao personagem.

A escolha também combina com a Crocs. A marca associa Niles ao otimismo e à ideia de se sentir confortável sendo quem se é. Ele leva esse jeito para as histórias que protagoniza.

Assim, a marca ganha assuntos para continuar. O cenário muda, enquanto o público encontra alguém reconhecível entre um episódio e outro.

Para uma marca pessoal, essa aplicação começa no trabalho: seu jeito aparece quando explica uma dúvida, recomenda uma escolha ou discorda de alguém.

O framework de Comportamento da ALT organiza essa relação. O Arquétipo da marca orienta seu papel na relação com o público. O Tom de voz define como ele aparece nas palavras e na postura. Na interseção, o comportamento torna essa combinação visível.

Framework ALT aplicado a Niles: Bobo da Corte como hipótese de arquétipo, tom bem-humorado, otimista e informal, e comportamento de novo colega de trabalho.
O framework de Comportamento aplicado a Niles.
Fontes do case

Quatro escolhas para colocar em prática

Vamos usar um exemplo hipotético: uma arquiteta que ajuda pessoas a reformarem o primeiro apartamento.

  1. Escolha um papel que você já exerce.

    Recupere três situações em que seu trabalho ajudou alguém. Procure o que se repete e complete: “Ajudo meu público a…”. A arquiteta pode ajudar o cliente a entender as opções antes de escolher.

  2. Transforme adjetivos em atitudes.

    Uma voz “clara” explica termos com exemplos. Uma voz “próxima” acolhe a dúvida antes de responder. Escreva uma regra para cada traço e confira se ela aparece no próximo conteúdo.

  3. Use uma dúvida real como pauta.

    A arquiteta pode mostrar por que mudaria uma bancada de lugar. Apresente a situação, explique seu critério e mostre a consequência da escolha. Use um exemplo hipotético ou material autorizado.

  4. Repita o critério em novas situações.

    Prepare três conteúdos: uma dúvida, uma escolha e um erro comum. Mantenha seu jeito também nas respostas e na oferta. Observe quais perguntas chegam para decidir o próximo assunto.

O que vale guardar: a rotina oferece assuntos; seu critério dá o ponto de vista. O público conhece sua marca enquanto acompanha como você pensa e age.

Agora, aplique na sua marca

Conte um pouco sobre você e responda a três perguntas simples. Suas respostas viram um primeiro esboço do framework para a sua marca.

Framework de Comportamento da ALT em branco: Arquétipo da marca e Tom de voz se encontram no Comportamento, com espaços para preencher.